Google Docs no Android

by Rui Tukayana on June 3, 2011

Parece incrível mas passado todo este tempo, a aplicação (ou app se preferirem) do Google Docs para o Android ainda não funciona como era suposto. Por exemplo, editar um documento de texto é impossível para muitos utilizadores. O programa permite ver o texto, mas mais do que isso não.

Para ser franco, pensei que o problema estava do lado da app, mas a verdade é que a resolução desta confusão se faz noutro sítio. Tem que se ir às opções do Google Docs.

Estão aqui: https://docs.google.com/settings

Depois têm que escolher como idioma o inglês.

clique para ampliar

Ao que parece isto chega para contornar o problema. Fica-se sem o corrector ortográfico, mas aguente-se.

Teste ao Samsung Galaxy Tab 10.1v – parte 2

by Rui Tukayana on June 2, 2011

Se no primeiro texto que escrevi sobre o Galaxy Tab 10.1v as coisas eram todas uma maravilha, a verdade é que neste segundo as coisas já não vão ser assim.

Samsung Galaxy Tab 10.1v

Ocorreu-me a expressão “desgaste rápido”. Depois de um periodo de graça, rapidamente se instala um outro, mais sombrio.

 

Seguem-se alguns minutos de descasca

Começo por-me irritar com a Google e com a app que a Google disponibiliza para se trabalhar com os Google Docs. Confesso-me fanático por este serviço da Google e mesmo as minhas grandes reportagens escrevi-as todas ali. Recomendo a toda a gente.

Mas não na app para o Android.

É que este programinha não funciona como deve ser! Supostamente foi produzido pela Google para se trabalhar com os documentos e arquivos estacionados no Google Docs. O problema é que não permite editar os documentos tipo Word. Simples textos! Não dá!

Criar novos textos? Também não!

Claro que podemos sempre socorrer-nos da versão mobile do Google Docs, mas se era para isto, mas vale nem se terem dado ao trabalho de criar esta app!!!

Devo ainda referir que este drama acontece apenas no processador de texto, já que na folha de cálculo, apesar de impraticável, a verdade é que dá para editar e trabalhar.

O que vale é que o Galaxy Tab 10.1v vem com uma outra app que permite escrever ficheiros .doc e sincroniza-los com o meus Google Docs. Mas esta não é da Google (chama-se Quick Docs).

Edit:

Já depois de ter escrito este email, reparei que a Google lançou entretanto uma nova aplicação para os Google Docs no Android. Aparentemente é espantosa mas ainda não experimentei. Só não percebo é porque o sistema não a actualiza automaticamente.

Pelos vistos a Google demorou um ano e tal a resolver este problema da edição de textos na app do Google Docs (já era assim no Android 2.x) mas finalmente se tratou do assunto.

 

Continuando…

Sim, o Android está melhor do que estava há um ano atrás mas mesmo assim ainda não me esta a convencer como eu gostaria.

Google Android 3

Continuo a ter uma outra queixa antiga: já era mais do que tempo de abrirem o sistema a mais do que um utilizador. Não entendo porque é que aqui em casa não posso partilhar o meu tablet com a minha namorada. Se nos smartphones isso não faz sentido, cada um tem o seu, claro, mas nestes tablets acho que faz. Repito: eu gostava que alguém se pudesse ligar ao meu equipamento Android com o seu próprio nome de utilizador e passwords. Assim, evitavam ver os meus emails e tudo o que é privado. Compreendo que Apple não faça isso no iPad porque eles se estão a marimbar para isso, mas a Google, que em teoria é mais “aberta” bem que podia abrir este campo da utilização dos tablets. Enfim…

Mais coisas que me chateiam: não tem corrector ortográfico em português e não é fácil desligar um programa que esteja a correr. Não é fácil mas devia ser. Devia ser muito fácil mesmo!

 

Mas não é só da Google que eu tenho razões de queixa

O hardware do Galaxy Tab 10.1v também já me está a chatear! Porque raio é que retiraram o slot SD?!? Só pode ter dado uma coisinha muito má aos designers da Samsung! O Galaxy Tab original (de sete polegadas) tinha um slot desses e este (o sucessor do de sete polegadas) não tem nem um microSD!!!

Porque é que eu acho que uma coisa destas é importante? Ora, por exemplo para quem tem uma máquina fotográfica! A minha opinião é que dá muito mais jeito ver/editar as fotografias num ecrã mais generoso do que no das respectivas câmaras. Para além disto, no meu caso pessoal, o meu gravador de sons também usa um destes cartões e, para mim, é absolutamente mandatório que os tablets ou computadores tenham um slot desses. Sem isso, nada feito.

Mas a coisa continua. É que a Samsung continua a optar por evitar as portas USB.

É engraçado que tenham tomado esta opção porque fazem com que o Tab seja muito semelhante a um outro tablet, um tal de iPad. Chiça! Porque é que não fazem uma máquina DIFERENTE do iPad?!? Diferente para melhor, com mais possibilidades de se tirar partido dela!!!!

Se eu quisesse um tablet estanque ia comprar um iPad que mete mais estilo, é mais barato e em termos de comportamento é mais fiável.

 

Coisas que gostei

Antes das coisas que gostei, mais uma coisa que me deixou estupfacto

Há algo de muito errado na aplicação “Gallery/Galeria” que onde aparecem as imagens que temos no Picasa ou as que estão guardadas na memória do equipamento. As fotografias não aparecem nítidas e aparecem com demasiado grão! Parece que estamos a olhar para as fotografias que tiramos, mas numa versão com menor qualidade. À primeira nem liguei. Pensei que era dos meus olhos e que estava a precisar de me ir deitar, mas afinal não é de mim. Aqui a PC World queixa-se do mesmo.

 

Coisas que gostei

Há algumas coisas que a Google faz bem em aprender com a Apple, e a aplicação para o GMail serve de exemplo disso mesmo. Ainda bem que foi pelo mesmo caminho, já que funciona muito bem.

A navegação na internet também está bastante agradável. É rápida e o zoom para o texto funciona como é suposto. Já disse e volto a dizer, navegar na net neste tipo de aparelhos (na altura referia-me ao iphone, mas já posso generalizar para os tablets) é uma maravilha. Melhor que num PC. Mas sublinhe-se que também aqui o Samsung Galaxy Tab às vezes se engasga e para voltar a si pode demorar.

Gostei MUITO do copy+paste. Está melhor que no iPad.

O teclado também está mais funcional, mas o ecrã do iPad continua a ser mais certeiro. Ainda me engano muitas vezes a escrever. Pensava que me ia adaptar mais rapidamente.

O aspecto gráfico/interface do Android merece ser reconhecido. A rapaziada fez um bom trabalho.

Google Market: agora sim, o armazém onde são guardadas todas as aplicações para o Android está a funcionar em prol do utilizador.

 

Pensamentos finais

Para além de todo o fel que regorgitei até agora, ainda tenho umas coisas a dizer. Depois de alguns dias de utilização, sublinho que tenho muitas reticências quanto à fiabilidade de tudo isto. Não sei se é culpa do hardware se do sistema operativo, mas a verdade é que este equipamento já bloqueou demasiadas vezes para o meu gosto. Por exemplo, a enviar este texto feito no Quick Office (o tal que é fornecido com o Galaxy Tab) para o Google Docs a aplicação bloqueou duas vezes.

Para ser franco, no entanto, sinto-me mais inclinado a culpar a Google do que a Samsung. É que a sensação que dá é que este Android 3.0 não está terminado. Ainda tem muitas arestas por limar (menos uma agora que a app do Google Docs funciona).

Feitas as contas este Samsung tem de ser colocado frente a frente com o Apple iPad 2 e, admitindo que conheço mal esse equipamento, algumas coisas posso dizer com muita certeza: o iPad é mais fiável e tem mais variedade de programas (com qualidade).

No fundo, o que sinto é que alguém se esqueceu de testar sistema operativo Honeycomb (ou seja, Android 3.0) antes de o lançar publicamente. Eu sei que a Google tem o hábito de disponibilizar serviços que ainda não estão totalmente finalizados e isso não tem nada de mal quando se trata de coisas gratuitas. O problema é que o Galaxy Tab 10.1v e todos os outros tablets não são gratuitos. Custam um dinheirão e é suposto (pelo preço que custam) funcionarem bem melhor do que funcionam na realidade e neste campo a culpa e toda do software e do sistema operativo!

 

Conclusão

Sei que estou a dar muita força aos pontos fracos. Mea culpa. Pondo a mão na consciência, este mix Android / Galaxy Tab 10.1v não merece assim tanta pancada.

De facto, a terceira versão do Android é um passo grande na direcção certa e vai ficar ainda melhor (é o que dizem) com o 3.1. O que acontece é que não gostei mesmo nada de ver o Android falhar em coisas que não devia. Se calhar são coisas que para a maioria dos utilizadores não faz diferença (refiro-me ao Google Docs que até já está resolvido) mas também aquilo das imagens na galeria.

Depois de algum tempo de utilização fiquei com a impressão clara que o Galaxy Tab 10.1v não é (mesmo) tão fiável quanto o iPad, mas para quem procura um sistema alternativo àquele que a Apple propõe, então está aqui uma eventual solução. Há outras, se calhar mais baratas que também podem ser “a tal” solução.

Se para efeitos de utilização a coisa não for muito mais além do que os mails, navegar na net, ouvir música, ver uns vídeos em sítios como o Youtube, e estar sempre ligado à net para uma qualquer eventualidade, então este chega.

Mesmo assim, se me perguntassem se eu era capaz de comprar um tablet com Android 3.0, mesmo com slot SD e com uma porta USB eu acho que iria responder que não. Prefiro esperar. Ainda não sinto que é uma ferramenta de trabalho em que posso confiar como confio no meu portátil. Estar no caminho certo é diferente de já ter lá chegado e sinceramente, a Google ainda não chegou lá. Está quase lá, mas ainda tem um trilho para percorrer.

 

E depois para juntar a tudo isto ainda há um ponto que me deixa confuso

Lá fora (leia-se nos Estados Unidos e provavelmente noutros sítios) a Samsung ainda não lançou o Galaxy Tab v10.1. Pelo que consegui perceber a empresa sul-coreana vai esperar que o Android 3.1 seja lançado pela Google. O que se diz é que o 3.1 é mais estável e melhor do que o Android na versão actual. Ora, esta ideia parece-me óptima e muito acertada mas fico sem perceber porque é que não se optou pela mesma solução aqui, do lado direito do Atlântico. Tenho a impressão que se poupavam algumas das minhas críticas.

Refira-se também que o design desse Galaxy Tab v10.1 vai ser diferente daquele que temos por cá, o que é sempre uma maravilha para nos confundirmos todos e para não sabermos de que equipamento é que se está a falar, se da versão americana se da europeia.

 

 

 

Nota:

Neste momento estou “longe” do Galaxy Tab 10.1v, mas amanhã já o terei comigo pelo que posso responder a perguntas ou dúvidas que tenham sobrado e que queriam ver esclarecidas. Também vou tentar deixar aqui mais fotos.

Última Sessão

by Rui Tukayana on May 20, 2011

Só agora reparei que acabei por não deixar aqui um link para a versão integral da “Última Sessão”, a grande reportagem que fiz há uns meses com Joaquim Azevedo e António Feliciano, os dois últimos representantes do cinema ambulante em Portugal. Dois velhotes extraordinários e com muitas estórias para contar.

Sendo assim, aqui fica a sinopse: Paco Bandeira, chapada num polícia, mulheres com peitos firmes, caubóis e filmes bíblicos, socos nas trombas, desmaios, dinheiro como merda, pornografia nas aldeias, carros a dar as últimas. Todas estas peripécias e muitas mais em “A Última Sessão”. Uma grande reportagem de Rui Tukayana e Joaquim Dias.

Para ouvir, basta clicar no play aqui em baixo.

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Ando gastador…

by Rui Tukayana on May 20, 2011

E é porque adoro fotografar que estou a pensar comprar esta lente Sigma 50-200mm f/4.0-5.6 DC IF SLD com estabilizador óptico e Hyper Sonic Motor para a minha Canon D350.

Sigma 50-200mm f/4.0-5.6 DC IF SLD

A minha dúvida é se compro a lente na Amazon inglesa ou na americana. Nos Estados Unidos está cerca de 50 euros mais barata. Demora é mais tempo a chegar cá. Pelo menos um mês!! Também quero este livro.

Samsung Galaxy Tab 10.1v – 24 Minutos e 3 Segundos

by Rui Tukayana on May 19, 2011


Chegou-me às mãos um Samsung Galaxy Tab 10.1v. Um tablet capaz de fazer peito ao iPad 2 da Apple. Por cá é a Vodafone que o está a vender.

Samsung Galaxy Tab 10.1v

Num boletim rápido deixem-me dizer que a nova versão do sistema operativo Android 3.0 (Honeycomb) está muitíssimo boa e vê-se que a Google está a no bom caminho. Não só está mais bonito e estável do que em versões anteriores, mas também está melhor pensado. Mais amigo do utilizador.

Samsung Galaxy Tab 10.1v

Samsung Galaxy Tab 10.1v

Mesmo as apps da responsabilidade não só da Google, mas também de terceiros, estão mais refinadas. Mais próximas daquelas que aparecem no iPad. Nalguns casos elas confundem-se mesmo.

Quanto ao desempenho ainda é cedo para dizer, mas o facto é que, para já, tudo parece mexer-se bem rápido e soluços. O processador dual core Tegra 2 com que vem equipado deve ser o principal responsável por isso.

Samsung Galaxy Tab 10.1v

Antes de ligar este Tab, uma das questões que tinha em mente é se me iria adaptar a utilizar em exclusivo o teclado virtual do Android e neste momento devo dizer que não tenho uma resposta para essa questão. Mais do que a sensibilidade ao toque, ou a rapidez com que se escreve, a minha dúvida está no conforto. Será suficientemente confortável (até em termos de peso) para escrever numa viagem de comboio? Amanhã saberei.

Samsung Galaxy Tab 10.1v (topo)

Quanto ao design, nada a apontar. Nada mesmo. Antes pelo contrário já que este Samsung Galaxy Tab 10.1v é muito elegante.

Samsung Galaxy Tab 10.1v (esquerda)

Pela frente temos o ecrã rodeado por uma pequena moldura. Por trás o plástico é rugoso e isso é excelente por (pelo menos) duas razões. Primeiro porque diminui a superfície de contacto e garante menos calor nas mãos. Depois porque é mais fácil de agarrar, ou seja, é mais seguro assim.

Já agora, e aproveitando o facto de nas imagens o Tab aparecer de esguelha, refiro que ele mede 1,09cm de espessura. Sendo assim, é um bocadinho mais gordo que o iPad 2 que se fica pelos 0,88cm. Por outro lado, o Galaxy Tab 10.1v é uns gramas mais leve.

Samsung Galaxy Tab 10.1v (direita)

Pena é que não há bela sem senão e aqui o senão é a ausência de slot para cartões de memória. A Samsung podia ter elegido mais esta característica como factor diferenciador dos iPads da Apple, mas optou por não o fazer. E aqui devo lembrar que o primeiro Tab (o de 2010 que tinha 7 polegadas) tinha um slot deste tipo.

Samsung Galaxy Tab 10.1v (fundo)

Por uma questão de querer chegar mais longe a empresa coreana podia também ter apostado numa porta USB normal. Outras marcas produtoras de tablets fizeram-no. A Samsung não. Também tinha sido boa ideia vende-lo com uma bolsa/capa protectora.

Quanto à qualidade da imagem, sublinhe-se que ainda não vi nenhum filme no Tab 2, mas pelo que já experimentei  está excelente. Não faço comparações directas com o mais recente iPad até porque não o conheço bem mas, francamente, não me espantaria se este fosse melhor. Muito provavelmente é.

Nos próximos dias vou dedicar-me mais a sério a este monstrinho. Depois digo coisas. Se tiverem dúvidas apitem.

A Última Sessão: hoje às 19h, na TSF

by Rui Tukayana on February 10, 2011

Mais logo na TSF: Paco Bandeira, chapada num polícia, mulheres com peitos firmes, caubóis e filmes bíblicos, socos nas trombas, desmaios, caixas registadoras a abarrotar, pornografia nas aldeias, carros a dar as últimas… tudo isto e muito mais em “A Última Sessão”. Uma grande reportagem de Rui Tukayana e Joaquim Dias.

Esta quinta-feira às 19h em www.tsf.pt, ou num rádio perto de si.

A Última Sessão. O Primeiro Trailer.

by Rui Tukayana on February 9, 2011

Esta semana, a TSF oferece bilhetes para o mundo perdido do cinema ambulante!

Durante anos estes homens levaram o brilho das grandes produções de Hollywood até terras e lugares quase perdidos no mapa de Portugal, fizeram fortuna e agora contam migalhas. Em mês de Oscares, a TSF foi conhecer os últimos heróis do cinema ambulante e oferece bilhetes para uma das últimas sessões de uma arte que tem a morte anunciada.
Podem ouvir a promoção o trailer radiofónico da reportagem clicando no triângulo aqui em baixo. Há quem lhe chame “play”.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

“A Última Sessão”, é uma reportagem de Rui Tukayana, com sonoplastia de Joaquim Dias.

Data e Hora de Emissão:
Quinta-feira, 10 de Fevereiro, depois das 19 horas, com repetição no domingo, 13 de Fevereiro, depois das notícias das 12 horas.

A Última Sessão

by Rui Tukayana on February 4, 2011

Esta a caminho da antena da TSF mais uma reportagem minha. Terminei há poucos minutos a primeira versão do texto.

Amanhã e depois vou andar angustiado, sem conseguir pensar noutra coisa. Vou mudar o texto todo, escolher sons que agora não uso e depois vou arrepender-me e depois vou pensar que afinal fiz bem e depois seja o que deus quiser. Quando entrar na redacção para a gravar vou estar bem mais inseguro do que estou agora, que ainda nem a imprimi.

Nome já tem. Chama-se “A Última Sessão”.

How Much?

by Rui Tukayana on November 7, 2010

Várias pessoas me perguntaram quanto é que custou o Kindle 3. Como não é segredo para ninguém, aqui fica a resposta:

Item Subtotal:    $139.00
Shipping  and handling:     $20.98
Import Fees Deposit:     $33.60
Total:    $193.58 (EUR 144,46)
Paid by Visa:    $193.58 (EUR 144,46)

Kindle 3: o novo membro da família

by Rui Tukayana on November 5, 2010

O meu Kindle, o leitor de ebooks da Amazon, acaba de se tornar mais um membro da família. As primeiras impressões são altamente positivas principalmente se tivermos em conta que a minha experiência com outros aparelhos deste tipo deixava muito a desejar.

Kindle 3, a sair do casulo

Estou bastante satisfeito com esta aquisição por várias razões. Vou enumerar algumas:

1 – Portabilidade. O Kindle 3 é mesmo muito leve e tem a altura de um livro. Na espessura mais parece um telemóvel de alta gama pelo que nas viagens de comboio não vou ter de sofrer mais graças a autores que gostam de escrever livros enormes. Sim, Roberto Bolaño, estou a pensar em ti.

2 – É um equipamento que só serve para ler livros. Alguns podem pensar que isto não é uma mais valia, mas estão enganados. Nos computadores tipo [[[iPad]]] alguém que esteja a ler um livro arrisca-se a ser continuamente interrompido com a chegada de um email e de uma actualização no Facebook. Aqui isso não acontece. Agrada-me.

3 – O ecrã, ou melhor, a tecnologia e-ink é espantosa. É evidente que ainda tem espaço para melhorar, mas é mesmo um espanto. Agrada-me poder-se mudar o tipo de letra utilizado mais ainda melhor é a possibilidade de se aumentar o tamanho do texto. Gente miope como eu só tem a ganhar com letras mais generosas.

Fico por aqui, mas um dia destes ainda voltarei a este tema.

Kindle 3

Devo referir, no entanto, que o Kindle não é para todos. A ausência de livros em português é muito evidente. Encontram-se alguns clássicos da literatura e pouco mais. Isto é uma pena, sim, mas confesso que não sei de quem é a culpa. Se das editoras portuguesas que não apostam no Kindle se da Amazon que não abre uma delegação em Portugal. Seja como for, vou ter que investigar mais sobre este assunto.

Por outro lado, quem se dá bem com o inglês (ou quer aperfeiçoa-lo) tem aqui uma excelente ferramenta. Livros, ou melhor, [[[ebooks]]] em inglês é coisa que não falta na Amazon e quando não se conhece uma palavra, basta ir ao diccionário (vêm dois incluidos). Uma operação que dura uns segundos e vai enriquecendo o vocabulário.

A minha aventura no Kindle começou com o “Guerra e Paz” de Tolstoi (em edição portuguesa) e com uma colecção de sete romances chamada “The Ultimate Spy Collection” que me custou 3 dólares. Repito: sete livros por 3 dólares.

Nota: texto também publicado no blogue do Mundo Digital.

Kindle: Agora a Protecção

by Rui Tukayana on November 2, 2010

Ainda sobre o Kindle: vou ter que apostar em algum tipo de protecção. Estou a pensar nesta capa, mas o mais importante mesmo é que venha da loja da Amazon do Reino Unido.

Quem comprar coisas lá deve ter em mente que todas as aquisições superiores a 29 libras têm entrega gratuita.

Adeus papel… olá Kindle

by Rui Tukayana on November 1, 2010

Acabei de comprar um Kindle da Amazon. Estou farto de carregar livros pesados e grosssímos para trás e para a frente no metro e comboio e por isso resolvi finalmente apostar num ereader. A terceira geração deste ipod dos livros parece muito bem conseguida e o preço… foi o melhor que se arranjou.

Digo assim adeus ao papel, às edições de bolso e às de capas duras que depois de lidas só servem para ganhar pó e ocupar estantes. Fico-me pelo digital.

Kindle (3ª geração)

Vou aproveitar este blogue para ir dando conta da aventura e das leituras que ando a fazer.

Para já, a única coisa que tenho a dizer é que neste momento deve estar a sair dos armazéns da Amazon nos Estados Unidos e a ser carregado num camião da UPS.

Apelido: Bombeiro – Online

by Rui Tukayana on October 9, 2010

Uma actualização rápida para dar conta de que a minha reportagem “Apelido: Bombeiro” já passou na TSF e está no site da rádio para quem a quiser ouvir.

Desta vez, na TSF contou a estória de treze bombeiros. Gente destemida, asseguro-vos. Entre eles há militares, estudantes, um barbeiro, desempregados, trabalhadores da construção civil e auxiliares de acção médica. Metem-se no meio de um fogo, deixam o almoço a meio se a sirene tocar, fazem a ambulância voar se for para salvar uma vida, prescindem das férias para combater incêndios e pertencem todos à mesma família.

São pais, primos, tios, cunhados, sobrinhos e sobrinhas uns dos outros. Não sei se lhes está nos genes, o que sei é que todos eles prestam serviço voluntário no quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã.

Feita a introdução, cá está ela, a ligação: “Apelido: Bombeiro“, de Rui Tukayana e Joaquim Dias, a TSF com os treze de Vila Meã.

A Doze À Hora

by Rui Tukayana on August 6, 2010

Comprei o bilhete, subi a bordo e voltei atrás no tempo. Passei por cemitérios divididos ao meio, falei com irmãos quase desavindos, bati com o nariz na porta de uma igreja, cruzei mais de cem passagens de nível sem guarda, vi um comboio que pára para que um passageiro vá baixar a cancela, esfreguei os olhos de espanto, fiz cerca de cem quilómetros em mais sete horas e sobrevivi para contar a aventura.

A Doze À Hora é uma reportagem que fiz em Março para a TSF. A sonoplastia é do Joaquim Dias.
Para subir a bordo do Vouguinha e percorrer a Linha do Vouga ouvir basta clicar no play.

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StarCraft II: um convite para oferecer

by Rui Tukayana on July 26, 2010

O StarCraft II: Wings Of Liberty só sai amanhã, mas eu já tenho aqui uma cópia*!

Tenho, no entanto, boas notícias para quem as quiser apanhar. Na caixa vieram ainda dois convites com passwords exclusivas que, das duas uma, permitem jogar online o jogo mais esperado do ano (e mais até) durante  7 horas de jogo ou até 14 dias após a activação.

Para se habilitarem (a um desses convites) apenas terão que responder a este post. Escrevam o que entenderem, mas não se esqueçam de (19 serem bem educados e (2) no campo que diz “email” (ou qualquer coisa desse género), deixarem o vosso contacto.

* é o que dá ser um beta tester.


PS: No Facebook do Mundo Digital vou oferecer outro convite, com outras regras.

EDIT - Para que fique mesmo claro:

Tratam-se de dois passatempos a decorrer em paralelo. Um no Facebook do Mundo Digital, o outro aqui mesmo. Podem concorrer aos dois que eu não me importo. Mais logo à noite, possivelmente depois de acordar, dou conta do vencedor que vai ser escolhido ao acaso.

Marcha-Atrás

by Rui Tukayana on July 15, 2010

Não deu.

Depois de umas duas semanas tenho que concluir que o iOS4 não foi feito para o meu iPhone 3G. Ficou lento demais e as coisas novas, algumas muito bem-vindas, não chegam para aguentar a seca.

Vou voltar a instalar a versão 3.1.3 do sistema operativo para os iPhones. Se alguém está a passar pelo mesmo e acha que deve voltar atrás, este é o guia que eu vou seguir.

iOS4: As pequenas coisas

by Rui Tukayana on June 24, 2010

O iOS 4 é o nome do novo sistema operativo para os iPhones da Apple. Já pode ser instalado e até já se encontram na net algumas análises que merecem ser lidas. Destaco, como é habitual, aquela que está no Aberto Até de Madrugada.

Também eu, no meu (cada vez mais) velhinho iPhone 3G já pude dar umas voltinhas e, sendo verdade que são poucas as novidades, algumas deixaram-me bem satisfeito. Para ser franco, não posso garantir que tudo o que vou relatar esteja relacionado com o iOS 4, mas como só agora é que topei… imagino que sim.

Vou destacar as pequenas coisas. Coisinhas como:
- a importação dos calendários do Google.

Sincronização calendário / mail / notas

Quem tem conta no Gmail e usa o Google Calendar vai ficar satisfeito por saber que pode sincronizar não só os emails e as notas, mas também a agenda. Para mexer nisso vai-se a Settings / Mail, Contacts, Calendars e em Accounts selecciona-se aquilo que se pretende sincronizar.

- Outra coisinha que pode dar jeito é a contagem de caracteres no envio de mensagens SMS.

Contagem caracteres

Para a activar vai-se a Settings / Messages e activa-se o Character Count. Isto serve para garantir que no envio de SMS não se ultrapassa o limite e, sem querer, enviam-se duas em vez de uma mensagem.

- Nas fotografias é possível fazer um zoom digital x5. Vê-de!

sem zoom

zoom digital x5

Perfeito para se tirarem fotografias com uma qualidade próxima do terrível.

- No campo da galeria de fotos, também há mudanças. Como não sincronizo fotografias ainda não estudei esta coisa a fundo, mas pelos vistos dá para ordenar as imagens por álbuns, locais e pelas pessoas que aparecem (desde que identificadas e acho que isto é só para quem tem macs).

- Muito mais evidente é a possibilidade de se criarem pastas com varios programas lá dentro.

Pasta Fotografia "aberta"

Isto poupa muito espaço, mas os ícones podiam ser mais bonitinhos. Para se criarem estas pastas basta sobrepôr o ícone de uma aplicação sobre qualquer outra que se queira juntar.

- Criação de Playlists. Também ainda é cedo para perceber se isto vai ser muito útil ou não.

Criação de playlists

Admito que me venha a dar muito jeito, mas para já é só uma boa novidade.

- Para quem tem várias contas de email, nomeadamente no Gmail, o iOS4 também tem novidades interessantes. Eles chamam-lhe contas de email unificadas. Para mim o importante é que agora, basta ir aos emails para o iPhone tratar de ir buscar emails em todas as contas e não apenas numa em particular.

- Ainda neste capítulo, o iOS4 deixou de tratar cada email de forma isolada e passou a juntar as conversas por assunto.

Emails em formato conversa

Isto é tão lógico que nem vale a pena comentar mais.

- Para finalizar, ainda no campo dos emails, mas podia ser no das imagens, quando se está a enviar uma foto agora é perguntado ao utilizador se quer enviar uma versão mais leve da imagem.

Tamanhos das imagens nos emails

Atenção que estas não são todas as novidades. Nem sequer serão as mais importantes. Essas já têm sido destacadas noutros blogues. Se entretanto encontrar mais algum novo detalhe que mereça ser destacado, voltarei aqui.

A tempo do meu dia de anos?

by Rui Tukayana on June 14, 2010

Já há data.

O iPhone 4 vai estar à venda em Portugal ainda durante Agosto.
Garante a Vodafone.

Mudei para o Chrome

by Rui Tukayana on June 12, 2010

Hoje em dia, no mundo do software para se navegar na net há dois gigantes: o Internet Explorer da Microsoft e o Firefox. Até agora, tenho optado pelo segundo porque o considero mais seguro, mais rápido e aberto à inovação vinda da comunidade de utilizadores.

Abaixo destes há outros programas que podem ser destacados. Aponto para o Opera, mas estou mais a pensar no Chrome da Google.

Ora, tenho lido que este último, para além de ser o mais rápido, tem recebido uma série de extras produzidos pela comunidade que rapidamente o estão a fazer chegar-se bem perto daquilo que tanto orgulha o Firefox.

Resolvi recentemente fazer a transição e passar do Firefox para o Chrome. Estou satisfeito. Até agora topei apenas um bug no site blogger da TSF. Mais irritante, direi mesmo: muito estupida é a mania que a Google tem que cada um de nós só tem um email com o endereço deles. Ora, como eu tenho um porradão deles, tenho alguma dificuldade em acompanhá-los a todos, mas optei por instalar uma extensão para o Chrome que não sendo uma maravilha, sempre ajuda.

Enfim, para quem está numa de mudar porque acha que o seu browser se podia comportar melhor, o Chrome pode ser boa ideia.

Safari Reader vs Firefox Readability

by Rui Tukayana on June 8, 2010

No Safari 5 (a nova versão do browser da Apple) há uma coisa que se chama Reader. Aquilo limpa as páginas de toda a tralha e, no caso de ser uma notícia, mostra apenas o texto que importa.
É muito útil.

Safari Reader. Na imagem da direita está o conteúdo que importa ler, devidamente tratado.

No Firefox uso um plugin semelhante. Chama-se Readability e recomendo-o vivamente.